terça-feira, 6 de outubro de 2020

Mancala

 Você conhece o jogo Mancala?

É um jogo de tabuleiro cujo objetivo é semear todas suas sementes. Antigamente, para jogar esse jogo, os africanos abriam buracos na terra e colocavam alguns materiais pequenos, como sementes, em cada vala. Depois, conforme o tempo, o jogo se aprimorou e ganhou uma nova forma, dessa vez, esculpido numa tábua de madeira, conforme podemos ver na foto. O objetivo principal era simular o ato de semear.





O jogo

Mancala é um jogo onde é possível desenvolver o raciocínio lógico e a concentração, trata-se de um jogo de tabuleiro, esse jogo tem inúmeras variações conforme algumas etnias, algumas dessas variações são: Aware (Burkina), Adi (Benin), Baulé (Costa do Marfim, Ilhas Sonda e Filipinas), Ayo (Nigéria), Wari ( Sudão, Senegal, Haiti e Gâmbia) e Adi (Brasil).

A palavra Mancala é de origem Árabe, naqaala, e significa “mover” ou “transportar”. Estudos indicam que há registros de jogos de tabuleiros parecidos com o Mancala no Oriente Médio, essa interação pode ter ocorrido por conta das rotas de migração árabe. No continente africano, Mancala é um termo genérico para jogos de tabuleiros e estima-se que há aproximadamente 200 jogos de tabuleiro por todo o continente africano.



Onde surgiu o jogo? 

A origem do jogo Mancala é, na verdade, um grande mistério. Até porque, alguns pesquisadores defendem que o surgimento do Mancala se deu por volta de 2.000 a.c. Por outro lado, há estudiosos que indicam que o jogo existe no continente africano há 7.000 anos. O jogo Mancala pode ser considerado o “pai” dos jogos de tabuleiro. 

Mancala no Brasil 

O jogo foi introduzido na América do Sul durante o período da escravidão. O jogo Mancala era conhecido aqui no Brasil como AIÚ. Ele era jogado pelos africanos escravizados que foram “trazidos” da África. O tabuleiro servia como um passatempo para eles. 

Lendas e costumes 

Em algumas etnias, o tabuleiro é jogado em algumas ocasiões especiais, como por exemplo, em cerimônia de casamento, onde apenas mulheres e crianças jogam, a fim de abençoar a ocasião. Em algumas regiões da África, o jogo só pode ser jogado durante o dia, pois, à noite, o tabuleiro fica do lado de fora da casa para que os deuses possam se reunir e jogar, os africanos acreditam que isso pode favorecer o dono ou a dona do jogo, porque tal ação dos deuses, pode abençoar as colheitas daquela família. 

Como é o jogo e como jogar? 

O jogo tem 6 casas para cada jogador, essas casas representam os buracos feitos na terra onde se colocam as sementes ou qualquer material pequeno; 

Cada casa tem que ter 4 sementes, totalizando, 48 sementes; 

Cada jogador tem uma Kallah ou Oásis (depósito de sementes); 

Quem tiver mais sementes em sua Kallah/Oásis, ganha. 



Aprendendo a jogar 




• Após decidir quem irá começar o jogo, o jogador 1 irá escolher qualquer uma de suas casas e recolherá suas sementes (4 sementes); 

• Irá distribuí-las para sua direita, em sentido anti-horário, depositando uma semente em cada casa, pode distribuir em sua Kallah (depósito de sementes) também; 

• O jogador não pode depositar suas sementes na Kallah do adversário; 

• O jogador número 2 fará a mesma coisa que o jogador número 1: escolherá uma casa, recolherá suas sementes e irá semeá-las pelas casas e pela sua Kallah. 


Como capturar sementes da casa do adversário? 

1. Se a última semente cair em uma casa vazia do seu lado do campo, o jogador poderá recolher as sementes da casa correspondente do adversário, depositando em sua Kallah; 

• Caso a última semente cair em sua própria Kallah, o jogador deve jogar novamente; 

• O jogo termina quando não restar nenhuma semente em suas casas. 


Referência
https://repositorio.ufsc.br/bitstream/handle/123456789/186646/ELENICE%20ZUIN_NADIA%20SANTANA_ARTIGO%20MANCALA_PEDAGOGIA%20EM%20A%c3%87%c3%83O.pdf?sequence=1&isAllowed=y


App do jogo Mancala
https://play.google.com/store/apps/details?id=com.alignit.mancala









quarta-feira, 16 de setembro de 2020

Livro "Roça e vida" sobre história e cultura quilombola

"Escritores e ilustradores quilombolas e aquilombados do Vale do Ribeira, no sudoeste de São Paulo, transformaram o trabalho coletivo da roça em uma obra poética e forte, para inspirar jovens, professores e professoras sobre a importância do Sistema Agrícola Tradicional Quilombola". O livro está disponível em pdf no link abaixo.






terça-feira, 15 de setembro de 2020

Movimentos negros no Brasil

Segue abaixo parte da aula realizada com os alunos do Ensino Médio sobre Movimentos negros no Brasil utilizando o padlet. Entre as imagens, há também ativistas e intelectuais estrangeiros. A ideia era "medir" as figuras mais reconhecidas pelos alunos. Os estudantes puderam comentar brevemente (em pouco tempo) quem mais conheciam. Após, durante a aula, os professores aprofundaram um pouco mais a importância de alguns desses personagens para o movimento negro das últimas décadas.