quarta-feira, 18 de março de 2015

Semana da África, maio de 2012

A Semana da África da Escola de Aplicação da USP de 2012 foi um evento especial sobre África e cultura afrobrasileira para os alunos do ensino básico desta escola. Estiveram presentes no evento Allan da Rosa, Julio Emílio Braz, Kiusam Oliveira, Renato Cândido, Paulo Dias e grupo Cachuera de Arte, Sunny, Rogério Ferro e Elídio Nhamona. 




Semana da África, maio de 2013

No mês de maio de 2013 os alunos da Escola de Aplicação participaram da Semana da África, momento de debate e conversa sobre cultura afrobrasileira em suas diversas dimensões. Os convidados foram: Júlio Novo, Débora Garcia, Camarão, Nobu Chinen, Ayo Shani, MCs Ericson e Cérebro e os Bboys Carlos Roberto e Cristiane Correa.







Escola democrática e diversidade - Univesp TV

Segue link para o programa Escola democrática e diversidade realizado pela Univesp TV. Nesta matéria é apresentado e discutido o tema diversidade e democracia na Escola Marechal Deodoro e na Escola de Aplicação.

Parte 1 - http://www.youtube.com/watch?v=-efWxn5tKrI

Parte 2 - http://www.youtube.com/watch?v=U5-l2upATj8



Projeto Negritude, exposição de 2014


Estes são alguns dos cartazes realizados por alunos do 6º ano e 9º ano para exposição sobre personalidades negras em novembro de 2014 na EA.







terça-feira, 3 de março de 2015

Síntese da coleção "História Geral da África" da UNESCO

Anteriormente, postamos acerca da coleção de história do continente africano produzida devido aos esforços da UNESCO e dos pesquisadores na área (Vide). Agora, no Brasil, lança-se a síntese desta coleção. Este esforço foi coordenado por Valter Roberto Silvério e contou com os textos de Maria Corina Rocha e Muryatan Barbosa. A obra está dividida em dois volumes, o primeiro trata dos temas que compunham os quatro primeiros volumes da coleção original (indo da África Antiga ao século XVI), já o segundo abarca os volumes seguintes cujos temas vão do final do século XVI ao século XX.



Para baixar a síntese, basta clicar no ícone a seguir:


terça-feira, 21 de outubro de 2014

“O perigo de uma única história” de Chimamanda Adichie

"Eu [Chimamanda Ngozi Adichie] sou uma contadora de histórias e gostaria de contar a vocês algumas histórias pessoais sobre o que eu gosto de chamar 'o perigo de uma história única'.
Eu cresci num campus universitário no leste da Nigéria. Minha mãe diz que eu comecei a ler com dois anos, mas eu acho que quatro é provavelmente mais próximo da verdade. Então, eu fui uma leitora precoce. E o que eu lia eram livros infantis britânicos e americanos. Eu fui também uma escritora precoce. E quando comecei a escrever, por volta dos sete anos, histórias com ilustrações em giz de cera, que minha pobre mãe era obrigada a ler, eu escrevia exatamente os tipos de histórias que eu lia. Todos os meus personagens eram brancos de olhos azuis. Eles brincavam na neve. Comiam maçãs. (Risos da plateia) E eles falavam muito sobre o tempo, em como era maravilhoso o sol ter aparecido. (Risos da plateia), apesar do fato que eu morava na Nigéria.
Eu nunca havia estado fora da Nigéria. Nós não tínhamos neve, nós comíamos mangas. E nós nunca falávamos sobre o tempo porque não era necessário. Meus personagens também bebiam muita cerveja de gengibre porque as personagens dos livros britânicos que eu lia bebiam cerveja de gengibre. Não importava que eu não tivesse a mínima ideia do que era cerveja de gengibre. (Risos da plateia) E por muitos anos depois, eu desejei desesperadamente experimentar cerveja de gengibre. Mas isso é outra história. A meu ver, o que isso demonstra é como nós somos impressionáveis e vulneráveis em face de uma história, principalmente quando somos crianças. [...]".



Chimamanda é autora de diversas obras com algumas traduções 
para o português como Meio sol amarelo  e Hibisco roxo


O que será que Chimamanda vai nos contar sobre "o perigo de uma história única"? Este pensamento da escritora nos mostra como são responsáveis pelo racismo e pelos estereótipos não só aqueles que produzem os discursos preconceituosos e mal fundamentados, mas também aqueles que os escutam e não buscam interrogá-los ou criar outros discursos.


Para assistir ao vídeo, basta clicar abaixo:



Para ter acesso à transcrição completa do mesmo, basta clicar no ícone abaixo:



Uma experiência de empatia: "Olhos azuis"

E se o racismo fosse sobre quem, sem perceber, o reproduz? Jane Elliott, uma professora, decide fazer uma experiência após ler sobre o nazismo e sua política de eugenia. A professora realiza, com sua turma, uma atividade que duraria apenas um dia, afirma ela. Jane cria uma situação de segregação em sua classe onde, alternadamente, pessoas com "olhos azuis" e pessoas com "olhos escuros" seriam alvo. Isto provoca nas crianças diversas reações, o que chama a atenção da docente. Esta experiência tem inúmeras implicâncias nas vidas da professora e de seus alunos.
O documentário Olhos azuis aborda um dos workshops que Jane Elliott realiza nos Estados Unidos. O impacto dele nos participantes é indescritível. Assista o filme e surpreenda-se como o preconceito é criado e como ele se perpetua até hoje.

Imagem retirada do filme

Imagem retirada do filme


Para assistir ao filme, basta clicar no ícone abaixo.